segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Muitas vozes e pouca audição


Imagine a cena: um navio em meio à tempestade, em alto-mar, a tripulação ansiosa pelos próximos acontecimentos; o falatório toma conta do ambiente; ninguém consegue ouvir o que o outro diz; não há coordenação e entendimento do que está acontecendo ou do que irá acontecer.
Isso é uma parábola da vida corporativa em muitos ambientes de trabalho, clubes de futebol, instituições públicas e privadas. As pessoas desconhecem os rumos da organização; sofrem com o desconforto natural das dificuldades enfrentadas; expelem uma série de opiniões do que acham ser o certo; são bombardeadas por uma interminável cadeia de informação sem objetivos comuns. E no meio desse turbilhão de informações, emoções e contradições, a comunicação sofre ruídos de todos os tipos (boatos, fofocas, comentários infundados, o diz-que-me-disse), dificultando a integração, a união, o entendimento, o compartilhamento e o desapego particular de cada membro em prol de uma causa maior.
Organização e metodologia são fundamentais para se encontrar o caminho a percorrer. Dimensionar o espaço que será atravessado, visualizar os desafios, criar alternativas para enfrentar as dificuldades, planejar tudo nos menores detalhes é primordial para alcançar o sucesso de uma missão. Apenas levantar a vela e esperar que o vento nos conduza a um porto seguro, não é lá uma atitude muito sábia – o azar pode estar à espreita no próximo rochedo.
As pessoas não buscam a derrota como um troféu, ao contrário, elas perseguem o sucesso em todos os instantes da vida. Portanto, a questão comportamental muitas vezes interfere nos resultados de maneira fatídica. Na grande maioria, o medo, é o principal oponente para o crescimento pessoal e profissional; é o fator que mais interfere no processo de gestão de mudanças. As pessoas receiam sair da zona de conforto, mesmo quando estão prestes a fracassar. É importante, nesses momentos, que a liderança saiba enfrentar as dissonâncias comunicativas, reduzir o campo de ruídos, para que o entendimento seja claro sob todos os aspectos: onde estamos, para onde vamos, o que encontraremos, quais serão os ganhos gerais, e o mais importante, como cada um pode contribuir e fazer a diferença para que o objetivo seja alcançado – assuma sua responsabilidade.
A comunicação é a principal plataforma científica para que tudo isso ocorra. Portanto, ampliar a base de conhecimentos sobre as relações pessoais, sobre o individuo, sobre o comportamento dos grupos e da sociedade, é pressuposto básico para uma navegação tranquila pelos mares corporativos da vida.

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