O segundo trimestre trouxe sinais claros ao mercado brasileiro de que a crise financeira, aqui conhecida por marolinha, chegou ao fim. Investimentos suspensos, planejamentos refeitos, projeções pessimistas, enfim, tudo pode ser revisto.
As empresas preparadas, com estratégias de comunicação sólidas, souberam absorver as adversidades com uma base mais contundente de atuação. Assim, deram continuidade às políticas de atuação comercial e de produção, demonstrando calmaria para o mercado, inspirando o consumo por parte da população. É certo que o governo fez sua parte, reduzindo o IPI para determinadas categorias, criando estímulos para outras, abrindo diversas linhas de crédito, regendo a baixa da taxa de juros via Banco Central, motivando o consumo por parte da população. Mesmo assim, diversas empresas deixaram o chororô de lado para mostrar uma estratégia agressiva, a fim de manter ou conquistar novas fatias de mercado.
Nesse ínterim, a comunicação foi de suma importância, desde a plataforma de captação de informações, para melhor entendimento do que estava acontecendo, até a redefinição de novas condutas para diminuir os efeitos da crise.
É importante frisar que as empresas preparadas, com sólidas políticas de comunicação foram brindadas com a retribuição dos consumidores. Agora podem sair na dianteira, ampliar sua participação de mercado e propor novas tendências, enquanto que outros, têm que refazer suas estratégias, recuperar o tempo perdido e comer poeira de quem saiu na frente. São os custos de uma política de comunicação.
Laércio Pimentel, jornalista, é diretor da KFL Comunicações.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
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