sábado, 24 de setembro de 2011

Quando todos têm razão


Costumo dizer que o princípio de um conflito surge quando as partes envolvidas estão certas que têm razão. A disputa para fazer valer a verdade absoluta é o que estimula a desavença.
Já observaram que as raízes da razão sobre os conflitos entre palestinos e israelenses, homens e mulheres, jovens e adultos, chefes e empregados são erguidas sempre sobre a mesma plataforma: a disputa pelo poder; a certeza de estar com a razão?
Todas as vezes que nos colocamos diante de um desafio, ou de uma opinião contrária, o melhor exercício é a troca de paradigmas, ou seja, observar a mesma questão sob o olhar do outro; abrir a mente para perceber como o outro está vendo determinado problema; perceber o que sente enquanto está absorvido por aquele tipo de visão. Enfim, entender o ponto de vista contrário, o que poderá oferecer pistas e informações preciosas para abreviar discussões e chegar a soluções mais rapidamente diante do problema proposto.
Seria elementar dizer que uma série de variáveis levaria à equação de resolução de um problema: o momento, a cultura, o estado de espírito, os interesses envolvidos, os palpites e opiniões de terceiros, a maturidade dos atores envolvidos na discussão. Contudo, a base é realmente a troca de paradigma, entender o outro, pensando como o outro. É um preceito básico para o aprimoramento da comunicação interpessoal (com os pares), e também para a melhoria da comunicação intrapessoal (consigo mesmo). Afinal, quanto mais entendemos os outros, melhor vivemos com o nosso eu.
Nossas representações refletem diretamente em nossas atitudes, as quais simbolizam como será conduzida uma negociação, uma relação, uma situação peculiar que carece de entendimento entre as partes.
Todos os dias, dentro das empresas, ocorre uma série de conflitos de interesses. Isto porque cada um procura defender seus pontos de vista, sem, muitas vezes, levar em conta a visão alheia, independente de certa ou errada. A questão mais importante é sabermos interpretar até que ponto a visão do outro pode contribuir para enriquecer aquilo que julgamos como definitivo. Afinal, o definitivo não existe, é simplesmente momentâneo.
Quem era um exímio professor de datilografia hoje poderá ser uma bela peça de museu se não tiver acompanhado o desenvolvimento dos computadores e seus softwares, suas aplicações, e acima de tudo, como as pessoas passaram a se relacionar com esse mundo de novidades. Então, como dizer que um adulto não tem nada a aprender com os mais jovens? A verdadeira maturidade está na ótica emocional e não na carteira de identidade.
Uma empresa que não entende o seu principal público, os funcionários, é um barco à deriva. Pois quem coloca as empresas na crista da onda não são as máquinas e nem os ultramodernos softwares, mas quem utiliza tais ferramentas para inovar, para colocar a organização a um passo adiante. E ninguém alcança o “nirvana empresarial” numa atmosfera de dúvidas, incertezas e disputas rancorosas sobre quem é o dono da razão. Portanto, não invista tempo e esforço em discussões destrutivas e improdutivas. Lembre-se que a razão sempre está ao lado da solução. E a solução não ocorre de maneira indistinta, é preciso aceitação dos pares.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A comunicação de 11 de setembro


Fotos: Wikipédia
Definitivamente, a Al-Qaeda atirou no que viu e acertou no que não viu. Há dez anos, os chamados radicais fizeram de uma ação estrategicamente bem planejada para derrubar os principais símbolos de poder dos Estados Unidos, uma fortaleza comunicacional sem data para terminar. Ou seja, pior do que a derrubada das torres gêmeas foi instaurar a comunicação do terror em larga escala; os Estados Unidos jamais serão os mesmos.
A comunicação é tão poderosa e tão profunda que não deixa apenas marcas e vestígios, mas uma história permanente que não pode se apagar. Mais do que apenas destruir símbolos de poder, ou dizimar populações, os ataques terroristas deixaram a população americana em sobressalto e temor permanente. O clima de tensão nos aeroportos, escolas, ruas, metrô e de qualquer lugar onde haja aglomeração é motivo de pensamentos e expressões de preocupação e medo constante.
Como amenizar o clima? Como instaurar uma nova política de comunicação que tranquilize moradores locais? Não há dúvidas de que a eleição de Barack Obama trouxe uma dose cavalar de esperança e fortalecimento da autoestima americana, no entanto, passado a lua de mel com eleitores e políticos de oposição, volta à tona a preocupação permanente com as vias de segurança interna do país, e o desconforto generalizado da população.
Se fosse somente esse o problema da agenda de prioridades de Obama, poderia o democrata ter todos seus esforços direcionados para a solução. Contudo, economia, emprego, saúde e toda sorte de obrigações inerentes ao cargo faz com que o presidente americano veja reduzida sua carga de esforço para dirimir ao máximo possível a cultura do terror instituída nos Estados Unidos após 11 de setembro de 2001.
É por isso mesmo que a estratégia de ação passa pela resolução dos principais problemas apontados pela própria população, para devolver a autoestima e a tranquilidade às ruas e ao sono do americano. Secundariamente, a resolução das pendências de conflitos armados no Oriente Médio é também estrategicamente pontual para reestabelecer a cadeia de comando político e dar maior tranquilidade para a gestão da paz mundial, o que só favorece ao âmbito emocional interno do país.  A chamada terceira via de comunicação seria a própria prática diária do comandante supremo do país no restabelecimento da autoconfiança e do clima institucional para amenizar o déficit emocional causado pelo 11 de setembro.
Talvez as gerações presentes não possam saborear os resultados que poderão ser alcançados, mas é fato que somente ações pró-ativas poderão dirimir as mazelas causadas por uma data nefasta já marcada em nossos calendários. Contudo, atravessamos duas guerras mundiais e aprendemos que a melhor força de comunicação é a reconstrução; é o que devolve a fé, esperança, autoestima e a certeza de que tudo pode melhorar.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Gestão de imagem é mais importante do que parece


Sabe aquele vizinho que nunca dá as caras na janela; ninguém sabe o que acontece dentro daquela casa sinistra e obscura. Pois é, um dia ele resolve sair, bate à sua porta e quer vender um doce caseiro. E então, você compra?
Imagem é tudo? Alguns céticos dizem que não. Mas pode apostar, para a maioria é sim!
O processo de gestão de imagem, seja corporativa ou pessoal, será cada vez mais complexo na medida em que os estudos sociais e comportamentais evoluírem. Uma empresa que investe milhões na composição de sua marca, contudo, mantém um trabalho precário na administração de recursos humanos, mente para si mesmo. Isto não é tudo, se não tiver uma consistente política de qualidade dos produtos e serviços, estará fadada ao fracasso. Junte ao pacote uma atitude relapsa de relacionamento e atendimento ao cliente, então será o fim.
Por isso, não pense que gestão de imagem é uma área peculiar apenas ao marketing, é preciso ter uma estratégia sólida e planejada para todas as áreas afins. Com base nessa premissa, muitas vezes é preciso ouvir a realidade dos departamentos pares para obter a análise detalhada e confrontá-la com a chamada “realidade de público”, onde as pessoas emitem seus pareceres sobre a visão que têm da empresa como um todo. É com base no resultado desse estudo que desenhamos o planejamento estratégico de gestão de imagem, com suas respectivas estratégias e ações necessárias para o sucesso do projeto.
Vejamos o exemplo daquela empresa de telefonia que investe em propagandas sensacionais e abre uma loja nova a cada semana, colocando no mercado um exército de vendedores e equipamentos necessários para aliciar consumidores ávidos por novidades e toda sorte de badulaques. Pois é, no outro lado da linha existe uma equipe de atendentes, carentes de preparo para lidar com o nível de expectativa dos clientes. É neste momento que tudo pode ir por água abaixo.
Não dá para pensar em gestão de imagem pela metade, apenas para lançar um produto ou para projetar a marca de uma empresa pela mídia no afã de capturar a mente das pessoas. É preciso manter uma constância entre todas as fases do processo para não ver o esforço inicial despencar ladeira abaixo. Isto também ocorre na gestão de imagem de um atleta, artista ou profissional de qualquer setor. Apenas atuar no campo da assessoria de imprensa não é suficiente para alavancar e manter a carreira nos trilhos. Por isso é determinante saber planejar, construir estratégias vencedoras e criar suportes de comunicação para a manutenção ao longo do tempo, sem contar, é claro, com o talento e a competência de cada um. Afinal, o difícil leva algum tempo; o impossível demora mais.


Por que devemos melhorar o marketing de serviços?

Todos nascem com algum tipo de habilidade que nos faz diferentes uns dos outros. Mesmo quando parecemos todos iguais, ainda assim somos d...