segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A paixão que move o ódio na internet

O que nos faz tão passionais na internet? O desejo de pertencimento – estar ao lado de um grupo como se fosse uma grande gincana para ver quem vai ganhar? O propósito de darmos impulso às nossas próprias palavras, quando de outra forma, ninguém mais queira ouvi-las? O desejo selvagem que habita o interior oculto de cada um na busca de se opor ao outro como se fosse uma caça?
Não é apenas o ritmo político que dita as tais batalhas campais entre o time A e o time B – já percebeu que não existe um time C, ou seja, uma terceira, quarta ou quinta opinião? Será que estamos tão limitados dentro do nosso mundinho web, catequizados pelas ondas televisivas, que não conseguimos enxergar nada além da dualidade? Além do preto e do branco não existem outras cores – valores, princípios, opiniões?
Será que nos falta bom-senso ou criatividade para enxergar além do que nos é mostrado? Será que todos do outro lado estão tão certos ou tão errados que não se podem complementar, ou até mesmo, chegarem ao senso comum que ambos estão errados?
Falta com certeza maior senso filosófico para indagar o tudo e o todo. É preciso abrir portas, janelas e paredes da mente para ampliar o horizonte e ver que nem tudo é somente aquilo que imaginamos. A humildade é a máquina que pavimenta esse longo caminho.
Antes, as torcidas organizadas eram os bodes expiatórios e pagas para todas as mazelas de conflitos sociais nos finais de semana. Mas não precisa ser muito atento para perceber que hoje temos dezenas, centenas de “torcidas organizadas” sem times, mas com temas semanais em mente, prontas para discutir, ofender, ameaçar e caluniar quem estiver no lado oposto. E aí me pergunto: cadê aquela civilidade tão propagada? Ah, sim, o que serve para A não serve para B, não é mesmo?
Definitivamente, precisamos evoluir nos caminhos da internet. Não com censura ou leis – mais leis. Precisamos aprender por si que podemos mudar tudo aquilo que não nos agrada partindo de um ponto principal, de nós mesmos. Melhorar a nossa conduta nas redes sociais vai fazer com que se tenha uma pessoa a menos para se reeducar. A sociedade agradece.


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