quarta-feira, 9 de maio de 2012

O que a comunicação pode fazer pela cidade de São Paulo


Desde os primórdios de minha carreira como jornalista e especialista em comunicação tenho registrado que saber ouvir é a maior dádiva da cátedra de comunicação. Afinal, só mesmo tendo o dom de ouvir é que podemos de fato entender o nosso semelhante. E é essa ponte que leva as pessoas a se aproximarem umas das outras e manter canais de comunicação fora da obscuridade e da ignorância social que afasta aqueles que detêm o poder de realizar das vontades e carências dos que precisam.
O bom trabalho dentro da gestão pública deve justamente ampliar os canais de comunicação, desobstruir as vias de acesso público aos gestores, estimular a participação popular, preparar os gestores para serem receptivos à participação popular e responder a esses apelos.
Para quem acha que isso é pouco, é bom lembrar que o entendimento entre os que detêm o poder de realizar e aqueles que têm a necessidade é o principal ponto de convergência para reduzir custos, promover o entendimento, atender as necessidades em ordem prioritária, estabelecer vínculos com a população, estimular o feedback, aumentar a capacidade de gestão, inovar na administração pública.
Nas empresas é comum utilizarmos grupos participativos para elencar os problemas de cada departamento, promover a discussão sobre os temas levantados, apontar soluções e meios de implementação; então, por que não transferir conceitos e ferramentas de gestão empresarial para o setor público a fim de facilitar o intercâmbio com a população e otimizar a realização de projetos e serviços, aumentando a qualidade, o controle e a aferição dos mesmos?
A transferência de técnicas e ferramentas de administração para a gestão pública pode se tornar uma realidade universal caso haja predisposição e vontade política para obter resultados e melhorar a qualidade dos serviços públicos prestados ao cidadão. Imagine o que um sistema de Inteligência integrado por internet, softwares e profissionais preparados pode realizar pela sociedade; a montagem de um banco de dados de cada paciente, com informações pontuais sobre os últimos exames, quadro de possíveis doenças, tratamentos realizados e outros apontamentos poderiam contribuir para um diagnóstico preciso durante o atendimento de emergência; e isto tudo poderia ser visualizado pela leitura óptica de um cartão com código de barras de posse do paciente ou familiar. Tal paciente poderia ser atendido com maior rapidez e eficácia em qualquer região que estivesse transitando. Os primeiros atendimentos de uma ambulância poderiam ser mais assertivos assim que houvesse a leitura do prontuário eletrônico do paciente, facilitando a chegada e o pós-atendimento numa unidade de socorro mais próxima. Marcar consultas e exames por meio da internet seria um facilitador para pacientes, funcionários, clínicas e hospitais. É a otimização, qualificação e modernidade dos serviços de Saúde.
Este é apenas um quadro dos muitos que poderiam ser pintados pela capacitação, criatividade e poder de interação proporcionado pela comunicação junto à gestão pública. O alvo e a missão seria sempre a melhoria da qualidade dos serviços, afinal, conseguindo tal tento a população estaria mais próxima da satisfação, e o poder público, da realização de sua existência: o bem servir.

Por que devemos melhorar o marketing de serviços?

Todos nascem com algum tipo de habilidade que nos faz diferentes uns dos outros. Mesmo quando parecemos todos iguais, ainda assim somos d...