domingo, 15 de julho de 2012

A diferença é o homem


Tecnologia de primeira, ferramentas cada vez mais sofisticadas, programas customizados, um arsenal de máquinas e softwares disponíveis para o mundo ousar e inovar. No entanto, nada supera o poder do homem em criar, dar nova roupagem ao que parecia imutável. As pessoas são a diferença que fazem a diferença.
Quando se começa uma ação corporativa, dando prosseguimento ao que foi planejado, é como se fosse o início de competição de Fórmula 1. Os melhores técnicos, mecânicos, tecnologia, carro, tudo seria suficiente para vencer a competição, mas não é. Se não houver um piloto magnânimo para conduzir o carro como se fosse a extensão do próprio corpo, nada valerá a pena; e os resultados serão quase sempre pífios.
Muitas vezes se confunde a evolução tecnológica com aquilo que se faz do uso da tecnologia. É como se colocássemos toda a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso apenas no moderno. As ferramentas são importantes para dar impulso e expressão ao que o homem pensa, idealiza e pratica, não são absolutas. A força da conquista não está na máquina, mas no homem.
Quantas novas tecnologias já surgiram e foram bradadas como a solução para os problemas do mundo, mas que logo foram substituídas por outras descobertas. Isso porque o homem é inconstante, desafiador de si mesmo, inovador por excelência. Portanto, sempre em busca de vencer os desafios que coloca em seu próprio caminho, como se brincasse consigo mesmo para saber até aonde é capaz de chegar.
As corporações estão cheias de mentes desafiadoras prontas para serem postas à prova naquilo que o homem tem de mais instigante: os seus próprios limites. Com certeza, um local de trabalho adequado ao desenvolvimento da função, disposição de tecnologia e ferramentas de ponta para otimizar ações do dia a dia, sempre serão bem-vindas. Contudo, jamais estarão no topo da lista dos responsáveis por grandes realizações. Este sempre será um espaço ocupado pela mente do homem.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Vespa não produz mel


Todas as vezes que me deparo com a frase “mas é uma boa pessoa, muito legal, boa para o cargo” vem aquele frio na espinha. Minha santa mãe era uma excelente pessoa, com vários talentos e tino comercial, porém, nunca achei que seria uma boa presidente para uma mega empresa, por questão natural de limitações que todos temos para algumas funções. O que desejo mostrar com isso, é que pessoas sempre têm talentos para alguma coisa, mas não para tudo. E diante disso, o líder deve saber separar o joio do trigo; determinar quais funções serão bem desenvolvidas por quais funcionários e assim obter os melhores resultados.
Uma empresa, um clube de futebol, uma instituição depende exclusivamente dos resultados alcançados pelo seu corpo diretivo e funcional, portanto, se uma peça não estiver bem preparada para enfrentar os desafios que lhe cabem à função, então haverá problemas com certeza.
Um clube de futebol ou empresa que passa por uma completa renovação deve ter dois conceitos parelhos à renovação: ou prepara os antigos funcionários, por meio de treinamento e qualificação, para enfrentar novas atribuições condizentes com o status da organização; ou então, é preciso colocar novos profissionais para assumirem tais desafios.
Manter pessoas paradas no tempo, sem preparo, sem qualificação, sem treinamento é prejudicial não apenas ao desenvolvimento natural da organização, mas também da própria pessoa. O ser humano por si só precisa evoluir, seja em qualquer condição ou função. Ela até pode permanecer na mesma função, mas tem que deter conhecimentos e habilidades para fazer com que seu trabalho evolua no dia a dia.
A liderança deve ter o comprometimento de criar um ambiente favorável para o desenvolvimento contínuo, seja apostando no enriquecimento profissional dos atuais membros, ou buscando novas peças no mercado para atender à demanda corporativa.
Uma pessoa que trabalhou durante anos com papéis e muita burocracia tem que ser preparada tecnicamente e psicologicamente para lidar com a vida digital, para entender como este novo universo pode contribuir para melhorar seu trabalho e otimizar tarefas.
As pessoas certas nos lugares certos. É assim que uma organização moderna deve responder aos anseios do mercado cada vez mais ávido por um bom atendimento, por produtos customizados, por um pós-venda excelente (seja lá qual for o produto ou serviço). Ter profissionais competentes gerando excelência e resultados é premissa para sobreviver num mundo cada vez mais competitivo. Portanto, da próxima vez que for colocar uma pessoa numa determinada função, lembre-se, vespa não produz mel.

Do simples ao complexo: a vida de uma empresa

João um dia resolveu abrir um negócio; não seria mais funcionário e conduziria sua vida com sua própria cabeça. Comprou um carrinho, fe...