segunda-feira, 18 de maio de 2015

Nem oito, nem oitenta


A relação da sociedade com a internet se dá por circunstâncias dispares em diversos momentos. Primeiro, a surpresa daquilo que é novo, a mudança. Isto por si gera resistência. Num segundo momento, o contentamento pela facilidade de comunicação com outras pessoas pela comodidade de envio e recebimento de e-mails, o surgimentos dos chats e das primeiras ferramentas de comunicação, tipo ICQ. Depois chegou a internet 2.0, as tais redes sociais, onde todos poderiam opinar sobre tudo com todos – foi aí que começou o furdunço!
A liberdade de comunicação é linda, contudo, precisa ser entendida para melhor ser aproveitada. Estamos numa sociedade na qual a internet se tornou a prática imediata da realização pessoal dos indivíduos. É possível falar sobre tudo com todo mundo. Discutir temas políticos, econômicos, sociais ou se ater ao bate-papo futebolístico, ou sobre um programa que está vendo naquele momento na Tv. O importante para o internauta é expor a opinião, o ponto de vista e, muitas vezes, o contraditório.
É nesse espaço que o contraditório toma a forma da intolerância, levando amigos à interpelação de opiniões contrárias, de maneira pouco amistosa e social. E, em determinados casos, como no campo político, criam-se verdadeiros exércitos de um lado e de outro para defender a todo custo o seu ponto de vista. No afã dessas calorosas discussões, a razão e a lógica estão sempre distantes.
É impossível admitir que o outro tenha o mínimo de razão, porque seria admitir a própria falta de razão – como se estivéssemos certos o tempo inteiro.
Definitivamente, o equilíbrio entra em estado de deriva, pois sempre há de pesar mais um lado que o outro da balança. Pedir para parar, pensar, olhar sem crítica o universo do outro, fazer a troca de paradigma é quase uma penitência. A razão é atropelada pela “convicção”, é oito ou oitenta.
No entanto, como mudança é uma constante, podemos esperar que novos ares soprem nos solos da internet, fazendo brotar a paciência, consenso, humildade, generosidade e a verdadeira vocação da comunicação: criar pontes entre as pessoas para um universo melhor.




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