quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Sorria, você está sendo filmado


Sorrir sem dúvida é um estímulo para melhorar a vida. Num desses finais de semana, fui ao Clube Esperia assistir um torneio de boxe, do qual participava um amigo. Ao chegar à portaria, o atendente de pronto abriu um largo sorriso, deu bom dia, e mostrou-se solicito em saber a razão de nossa visita e se éramos sócios do clube; ao saber da negativa, estendeu rapidamente um pequeno papel e uma caneta e pediu a gentileza de preencher aquelas poucas linhas. Depois fez questão de nos orientar pelo caminho até o local do evento, conferindo se tínhamos entendido ou se precisaríamos de ajuda. Mais uma vez abriu o sorriso, agradeceu a nossa presença.
O que parece um fato corriqueiro de qualquer portaria de clube, na realidade não é. Na maioria das vezes, encontramos pessoas desmotivadas, mal preparadas, sem esforço pessoal e com baixa disposição para lidar com o público. Isso traz sérias consequências para a marca, imagem institucional, aumento do número de sócios, fomentação de matérias jornalísticas positivas ou negativas, qualidade de atendimento, valorização do associado e daquele que pode vir a se associar, enfim, são muitos atributos envolvidos.
É de suma importância para a organização o preparo do funcionário, por mais simples que possa parecer sua função, é importante para o aperfeiçoamento da gestão, do marketing, das vendas, da qualidade, e assim por diante. Mas é difícil entender toda essa amplitude quando na realidade nem mesmo a alta direção entende, ou não faz questão que os demais entendam.
Atribuições funcionais são como missões; as pessoas têm que entender toda a importância para que possam desempenhar seu papel com o máximo de esmero. Dentro de uma organização, todos têm a mesma responsabilidade pelos resultados alcançados, sejam bons ou ruins. O importante é tomar consciência da responsabilidade e de como cada um pode contribuir.
Tenho certeza de que o Clube Esperia tem garantido em seu quadro funcional alguém que reflete uma filosofia de bom atendimento, o que garante a manutenção dos atuais sócios e a chegada de outros tantos, talvez por isso mesmo já tenha alcançado mais de um século de existência. Afinal, no mundo moderno somos diariamente “filmados”, seja por câmeras, seja por olhos apurados dos consumidores. Então, sorria!


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ser melhor todos os dias


Acredito que o grande desafio da comunicação é estabelecer parâmetros de melhorias nos relacionamentos, no entendimento entre povos e, principalmente, no autodesenvolvimento das pessoas.
Crescer é uma palavra muito em voga no dicionário do desenvolvimento comportamental, mas que precisa ser abalizada sob o aspecto de entender como fazer. Ou seja, pessoas só crescem quando descobrem formas e meios para tal; é necessário um apurado olhar interior. E a comunicação é objeto sine qua non para o entendimento intrapessoal, afinal, ninguém consegue ser melhor se não puder enxergar o seu todo de maneira ampla, realizar uma avaliação profunda e promover as modificações necessárias.
Melhorar todos os dias é o principal desafio da comunicação. É o que faz você acordar e mover-se em direção ao novo. Não apenas às novas descobertas materiais, mas, principalmente, em relação àquilo que nos motiva a ir em frente e sempre querer mais.
Como diria o poeta: Narciso acha feio o que não é espelho; temos o senso crítico aguçado para avaliar o outro; entretanto, quando o assunto somos nós... É nesse momento que precisamos saber lidar com a comunicação intrapessoal; sermos observadores de nosso próprio eu. Quando nos despimos do manto da presunção, da perfeição absoluta, saímos da zona de conforto comportamental e despertamos nossos instintos para descobrir novas estradas de desenvolvimento pessoal. O homem só cresce quando descobre e vence suas próprias barreiras.
A comunicação é a mola propulsora necessária para estabelecer o contato não apenas com o outro, mas com o nosso “eu”. Assim, toda vez que melhoramos nosso “eu”, temos a certeza de subir um degrau em direção ao entendimento com o próximo. É o caminho.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O marketing político em sua excelência


O primeiro debate político entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, realizado dia 2 de agosto, na TV Bandeirantes, trouxe novamente à tona a expectativa em torno do marketing político, e até que ponto transforma a realidade do candidato em uma nova realidade.
Costumo dizer, por via de regra, ser pouco inteligente brigar contra a própria essência do candidato, ou seja, não dá para transformar um “profissional da noite” em frequentador de missas e ações messiânicas; e o contrário também é fato. Assim, o melhor é destrinchar as qualidades do candidato e lapidá-las como se fosse uma joia rara, buscando reluzir seu brilho para que possa ser enxergada por todos em sua volta.
Um candidato que não fosse contestador contumaz, por exemplo, soaria falso ao tentar esbravejar e demonstrar aquilo que não é. Portanto, uma figura calma e passiva deve ter seus adjetivos elevados à máxima potência, e quantificado diante do exercício da função pleiteada. Fazer a tradução dessa qualidade em algo importante para esclarecimento e empatia junto ao eleitor é uma das principais atribuições do marketing político. É a partir dessa estrutura comportamental que o desenho do candidato começa a tomar forma e principia a montagem da estratégia para a condução da campanha política.
Uma nova roupagem, um corte de cabelo, o uso certo das palavras não seria de maneira nenhuma uma desconstrução da imagem real do candidato, mas apenas uma forma de potencializar suas características que até então estavam omissas. É preciso engrandecer aquilo que supostamente já é bom.
São longos os caminhos do início ao final de uma campanha. É preciso obedecer todos os protocolos culturais por onde se passa. A roupagem e o linguajar devem se adequar ao momento, local e público, respeitando o princípio da melhoria da interatividade com as pessoas. Não devemos comparecer a um show de rock trajando terno e gravata, tampouco adentrar uma cerimônia no Palácio do Governo vestindo jeans rasgado – tal extravagância só caberia aos artistas, ponto.
 E para quem pensa que tal fato é uma regalia dirigida apenas ao mundo político, ledo engano. O marketing já invadiu o mundo das personalidades e dos executivos, que também precisam estar alinhados à expectativa de seus públicos. Quem não souber ler por essa cartilha não passa de ano.

domingo, 15 de julho de 2012

A diferença é o homem


Tecnologia de primeira, ferramentas cada vez mais sofisticadas, programas customizados, um arsenal de máquinas e softwares disponíveis para o mundo ousar e inovar. No entanto, nada supera o poder do homem em criar, dar nova roupagem ao que parecia imutável. As pessoas são a diferença que fazem a diferença.
Quando se começa uma ação corporativa, dando prosseguimento ao que foi planejado, é como se fosse o início de competição de Fórmula 1. Os melhores técnicos, mecânicos, tecnologia, carro, tudo seria suficiente para vencer a competição, mas não é. Se não houver um piloto magnânimo para conduzir o carro como se fosse a extensão do próprio corpo, nada valerá a pena; e os resultados serão quase sempre pífios.
Muitas vezes se confunde a evolução tecnológica com aquilo que se faz do uso da tecnologia. É como se colocássemos toda a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso apenas no moderno. As ferramentas são importantes para dar impulso e expressão ao que o homem pensa, idealiza e pratica, não são absolutas. A força da conquista não está na máquina, mas no homem.
Quantas novas tecnologias já surgiram e foram bradadas como a solução para os problemas do mundo, mas que logo foram substituídas por outras descobertas. Isso porque o homem é inconstante, desafiador de si mesmo, inovador por excelência. Portanto, sempre em busca de vencer os desafios que coloca em seu próprio caminho, como se brincasse consigo mesmo para saber até aonde é capaz de chegar.
As corporações estão cheias de mentes desafiadoras prontas para serem postas à prova naquilo que o homem tem de mais instigante: os seus próprios limites. Com certeza, um local de trabalho adequado ao desenvolvimento da função, disposição de tecnologia e ferramentas de ponta para otimizar ações do dia a dia, sempre serão bem-vindas. Contudo, jamais estarão no topo da lista dos responsáveis por grandes realizações. Este sempre será um espaço ocupado pela mente do homem.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Vespa não produz mel


Todas as vezes que me deparo com a frase “mas é uma boa pessoa, muito legal, boa para o cargo” vem aquele frio na espinha. Minha santa mãe era uma excelente pessoa, com vários talentos e tino comercial, porém, nunca achei que seria uma boa presidente para uma mega empresa, por questão natural de limitações que todos temos para algumas funções. O que desejo mostrar com isso, é que pessoas sempre têm talentos para alguma coisa, mas não para tudo. E diante disso, o líder deve saber separar o joio do trigo; determinar quais funções serão bem desenvolvidas por quais funcionários e assim obter os melhores resultados.
Uma empresa, um clube de futebol, uma instituição depende exclusivamente dos resultados alcançados pelo seu corpo diretivo e funcional, portanto, se uma peça não estiver bem preparada para enfrentar os desafios que lhe cabem à função, então haverá problemas com certeza.
Um clube de futebol ou empresa que passa por uma completa renovação deve ter dois conceitos parelhos à renovação: ou prepara os antigos funcionários, por meio de treinamento e qualificação, para enfrentar novas atribuições condizentes com o status da organização; ou então, é preciso colocar novos profissionais para assumirem tais desafios.
Manter pessoas paradas no tempo, sem preparo, sem qualificação, sem treinamento é prejudicial não apenas ao desenvolvimento natural da organização, mas também da própria pessoa. O ser humano por si só precisa evoluir, seja em qualquer condição ou função. Ela até pode permanecer na mesma função, mas tem que deter conhecimentos e habilidades para fazer com que seu trabalho evolua no dia a dia.
A liderança deve ter o comprometimento de criar um ambiente favorável para o desenvolvimento contínuo, seja apostando no enriquecimento profissional dos atuais membros, ou buscando novas peças no mercado para atender à demanda corporativa.
Uma pessoa que trabalhou durante anos com papéis e muita burocracia tem que ser preparada tecnicamente e psicologicamente para lidar com a vida digital, para entender como este novo universo pode contribuir para melhorar seu trabalho e otimizar tarefas.
As pessoas certas nos lugares certos. É assim que uma organização moderna deve responder aos anseios do mercado cada vez mais ávido por um bom atendimento, por produtos customizados, por um pós-venda excelente (seja lá qual for o produto ou serviço). Ter profissionais competentes gerando excelência e resultados é premissa para sobreviver num mundo cada vez mais competitivo. Portanto, da próxima vez que for colocar uma pessoa numa determinada função, lembre-se, vespa não produz mel.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quando o discurso não corresponde à prática


Dizem que a gente só sabe a intensidade do calor quando coloca a mão no fogo. Pois foi isso mesmo que vivenciei no último mês ao realizar uma compra no Magazine Luiza, aquela do slogan “Vem ser feliz”.
Depois de não conseguirem entregar o produto porque a transportadora disse não poder subir pelo elevador e tampouco pelas escadas, o material voltou ao depósito e aí começou a epopeia de um consumidor. Ida à loja, ligações com atendimento pós-venda sem nenhum preparo, SAC despreparado, burocracia interna para resolver o que parecia ser simples, são apenas algumas das poucas pinceladas que desmancharam a imagem que tinha, não apenas da organização, mas de suas lideranças sempre tão bem citadas em versos e prosas nos anais da mídia nacional.
Empresa que investe maciçamente em campanhas publicitárias, mas tão pouco na preparação do pós-venda, no aperfeiçoamento de sua equipe e do fluxo de atendimento ao consumidor, está relegada a sucumbir no médio e longo prazo. Da mesma forma que eu estou decepcionado e não pretendo mais realizar nenhuma compra em tal estabelecimento, estou passando isso para meus filhos, vizinhos, parentes, amigos e tantos mais possa recomendar. E como fiz um levantamento e verifiquei que não estou só no rol dos clientes insatisfeitos com o atendimento do Magazine Luiza, então, acredito que o efeito multiplicativo vai ganhar força.
O pós-venda é a garantia que o cliente está plenamente satisfeito, que ele um dia ira voltar, vai recomendar, vai ser multiplicador da boa imagem corporativa. Tudo isso faz parte do Marketing 3.0, aquele que toca a mente, o coração e alma; aquele que faz a junção do pragmático com o emocional.
Apenas uma atendente, dentre dezenas com que falei, foi educada suficiente para pedir desculpas em nome da organização e admitir que o trâmite burocrático interno era a causa de todo o transtorno, no entanto, estava de mãos atadas por ter de seguir as normas.
Isto é uma infelicidade – para quem tem no slogan o convite “vem ser feliz” – uma empresa brasileira, com uma líder lutadora e de mérito empresarial louvável e que até pouco tempo era tida como figura carimbada para atuar num Ministério, a gente ver tudo isso se esvair na falta de preparo para o pós-venda.
Outras empresas devem estar alertas com os exemplos bons e ruins de seus pares, para avançar naquilo que é mais precioso para o futuro organizacional: o bom atendimento ao cliente; a garantia do amanhã para qualquer instituição.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A liderança do sucesso e do fracasso


O sucesso de um projeto começa com a crença das pessoas em sua realização. Difundir uma ideia, um desejo, um sonho é uma das tarefas mais difíceis e preciosas de qualquer liderança. Um grupo para ostentar uma bandeira precisa, antes de tudo, acreditar naquilo que vai se empenhar. O processo de convencimento dos pares começa, necessariamente, pela desmistificação do tema e pelo esclarecimento de como a pessoa vai participar para tornar o projeto uma realidade; ou seja, o líder deve ter habilidade de comunicação para traduzir a ideia do sonho para o real.
 Um líder que não acredita piamente naquilo que está dizendo jamais terá sucesso em sua empreitada. Ninguém segue uma liderança desmotivada, apática, pouco envolvida e com dificuldade de transmitir aquilo que acredita. As pessoas querem certezas, caminhos possíveis e benefícios na chegada ao fim do arco-íris.
Muitas vezes vemos um bom projeto naufragar por falta de capacidade de liderança; no sentido contrário, temos lideres habilidosos conduzindo com maestria projetos mal-acabados e, assim mesmo, atingem o almejado sucesso. Então o que dizer do projeto bem estruturado, planejado e nas mãos de um líder competente?
 Uma instituição pública precisa de um condutor à frente de seu tempo, com visão e soluções viáveis para seu povo, com criatividade e poder de realizar o que é planejado. Um clube de futebol precisa de um presidente audacioso, visionário, criativo e profissional para impor a dinâmica de trabalho adequada aos novos tempos e à necessidade de realização de torcedores e associados. Um diretor corporativo tem que interpretar os cenários em que vai atuar e desenvolver as melhores estratégias não apenas do ponto de vista mercadológico, mas também, cultural, social, político e organizacional. Então, vimos que o papel do líder é bem mais extenso do que possa imaginar a nossa vã filosofia.
Em pleno século XXI ainda existem pessoas crentes de que uma cara fechada e um tom de voz ameaçador é sinal de liderança. Esqueça. O líder moderno é mais do que respeitado, é admirado pelo seu carisma comunicacional e pelo seu profissionalismo; ou porque não dizer, pelo dom inspirador. O segredo não está na mera realização de uma tarefa, mas no envolvimento completo, tal qual apregoa o Marketing 3.0: mente, coração e alma numa só sintonia.



quinta-feira, 14 de junho de 2012

A sustentabilidade, o social e o lucro das empresas


A sustentabilidade, o social e o lucro das empresas
Viver uma relação de mercado desconectada da realidade e necessidade do mundo contemporâneo pode ser o caminho do suicídio corporativo. Em tempos de sustentabilidade, cada vez é maior o apelo para que empresas tenham compromissos com a sociedade, com a natureza e com seus stakeholders.
Manter uma loja comercializando produtos de primeira linha, cuja mão de obra é de origem escrava, pode ser um péssimo negócio para a empresa. É preciso ter o compromisso e a responsabilidade social desde a utilização da matéria-prima até o pós-venda, pois nada mais escapa aos olhos de um mercado exigente.
As empresas estão sob vigilância constante e muito próximas de caírem nas redes sociais com a tarja de inimigas do meio ambiente e da sociedade. O estrago pode ser irreparável e causar a falência de uma organização. Portanto, todo o cuidado é pouco; e todo investimento para uma atuação assertiva deve ser visto com bons olhos.
A melhor maneira de uma empresa prosperar nesse crescente mercado socioambiental é antecipar tendências, manter-se antenada com a evolução comportamental da sociedade e sempre estar um passo adiante. Não basta apenas produzir, estocar, vender e bem atender; o consumidor está mais exigente, o mercado está mais complexo e requer maior poderio estratégico das organizações. A finalidade é fazer aquilo que ainda está por vir.
Cada vez mais as empresas serão corresponsáveis pelo seu entorno e por atender as demandas da sociedade; não será apenas uma obrigação dos governos, mas também do setor privado, atuar na melhoria das condições sociais e ambientais do planeta. Quem viver verá.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O que a comunicação pode fazer pela cidade de São Paulo


Desde os primórdios de minha carreira como jornalista e especialista em comunicação tenho registrado que saber ouvir é a maior dádiva da cátedra de comunicação. Afinal, só mesmo tendo o dom de ouvir é que podemos de fato entender o nosso semelhante. E é essa ponte que leva as pessoas a se aproximarem umas das outras e manter canais de comunicação fora da obscuridade e da ignorância social que afasta aqueles que detêm o poder de realizar das vontades e carências dos que precisam.
O bom trabalho dentro da gestão pública deve justamente ampliar os canais de comunicação, desobstruir as vias de acesso público aos gestores, estimular a participação popular, preparar os gestores para serem receptivos à participação popular e responder a esses apelos.
Para quem acha que isso é pouco, é bom lembrar que o entendimento entre os que detêm o poder de realizar e aqueles que têm a necessidade é o principal ponto de convergência para reduzir custos, promover o entendimento, atender as necessidades em ordem prioritária, estabelecer vínculos com a população, estimular o feedback, aumentar a capacidade de gestão, inovar na administração pública.
Nas empresas é comum utilizarmos grupos participativos para elencar os problemas de cada departamento, promover a discussão sobre os temas levantados, apontar soluções e meios de implementação; então, por que não transferir conceitos e ferramentas de gestão empresarial para o setor público a fim de facilitar o intercâmbio com a população e otimizar a realização de projetos e serviços, aumentando a qualidade, o controle e a aferição dos mesmos?
A transferência de técnicas e ferramentas de administração para a gestão pública pode se tornar uma realidade universal caso haja predisposição e vontade política para obter resultados e melhorar a qualidade dos serviços públicos prestados ao cidadão. Imagine o que um sistema de Inteligência integrado por internet, softwares e profissionais preparados pode realizar pela sociedade; a montagem de um banco de dados de cada paciente, com informações pontuais sobre os últimos exames, quadro de possíveis doenças, tratamentos realizados e outros apontamentos poderiam contribuir para um diagnóstico preciso durante o atendimento de emergência; e isto tudo poderia ser visualizado pela leitura óptica de um cartão com código de barras de posse do paciente ou familiar. Tal paciente poderia ser atendido com maior rapidez e eficácia em qualquer região que estivesse transitando. Os primeiros atendimentos de uma ambulância poderiam ser mais assertivos assim que houvesse a leitura do prontuário eletrônico do paciente, facilitando a chegada e o pós-atendimento numa unidade de socorro mais próxima. Marcar consultas e exames por meio da internet seria um facilitador para pacientes, funcionários, clínicas e hospitais. É a otimização, qualificação e modernidade dos serviços de Saúde.
Este é apenas um quadro dos muitos que poderiam ser pintados pela capacitação, criatividade e poder de interação proporcionado pela comunicação junto à gestão pública. O alvo e a missão seria sempre a melhoria da qualidade dos serviços, afinal, conseguindo tal tento a população estaria mais próxima da satisfação, e o poder público, da realização de sua existência: o bem servir.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O poder do intangível


Nem sempre aquilo que não vemos é o que menos importa. Nos momentos atuais, diria que é justamente o contrário. O Marketing tem buscado novas respostas para lidar com a pergunta fatal: como se relacionar com o consumidor dos novos tempos?
A resposta está cada vez mais na casa do intangível. O Marketing 3.0 preconiza a importância de conquistar mentes, corações e espíritos. Não basta apenas fazer mais uma venda, é preciso marcar território, fixar conceitos, conquistar, apaixonar.
A diversidade cultural apoiada na velocidade e abrangência da internet expõe novas formas de ver o mundo sob diferentes ângulos. É preciso entender exatamente o pensamento, a percepção e o desejo de nossos interlocutores para uma comunicação exemplar. Já não cabe apenas achar que se está fazendo o melhor, é crucial fazê-lo.
Esta filosofia não se restringe apenas ao campo dos produtos e serviços corporativos. As entidades públicas também devem passar por um choque de gestão e entender que o centro do universo já não são as fortalezas municipais, estaduais e federais. É preciso estar em sintonia com as necessidades de cada bairro, cidade, estado, país. Entender e atender tornaram-se palavras correlatas, quase sinônimas no atributo de excelência dos serviços públicos.
Montar uma estação de atendimento ao consumidor não quer dizer exatamente que se está atendendo pessoas com a máxima qualidade e encantando velhos e novos clientes. É preciso sim manter canais de comunicação abertos e receptivos não apenas para receber dúvidas e reclamações, mas principalmente, para interagir, comunicar.
As redes sociais na internet têm sido fundamentais para ditar um novo ritmo no aprendizado público e privado. Quem não consegue ouvir e perceber as nuances dessa audiência, fatalmente será jogado na “boca do lobo”. Mas, ouvir e perceber não é tudo. É preciso saber agir, usar o feedback com maestria. Dar a melhor resposta, superar expectativa, inovar.
O pensamento estratégico deve ser visto como uma preciosidade dos novos tempos. Aguçar a performance através das várias ciências sociais: filosofia, psicologia, antropologia, sociologia, comunicação. O caminho está desenhado, é preciso saber transitar e saber ler todos os alertas ao longo da autoestrada da gestão.  Somente assim, podemos fazer uma viagem tranquila rumo ao destino planejado.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Um ídolo pode eternizar uma marca


Quem é mais famoso: Santos ou Pelé? Barcelona ou Messi? As respostas viriam recheadas de justificativas, emoções, exclamações. Contudo, sem amparo de pesquisa. No entanto, uma verdade é absoluta: um ídolo eterniza uma marca.
Quantas vezes somos impulsionados a comprar ou mesmo experimentar um produto por indicação publicitária de um ídolo? Isto acontece porque somos tomados por uma carga emocional que nos projeta para perto de quem idolatramos, e dentro de nosso ser, nos faz mais próximo de suas realizações. Ao fazermos uso do produto, nos sentimos mais próximo do Olimpo; verdadeiros deuses.
São esses ídolos que carregam multidões aos estádios; estimulam telespectadores a ficarem horas em frente a um televisor, vibrando com cada lance. São eles que também fomentam o aumento das torcidas, pois, como os adultos, as crianças (futuros torcedores) buscam se espelhar em “grandes heróis”. Por isso, é louvável a atitude que alguns poucos clubes mantêm com seus ídolos, criando planos de carreira, produtos especiais, ações de marketing, potencializando o poder de mídia, orientando-o para o profissionalismo e dando apoio psicológico, enfim, cuidando para que o seu astro renda todos os benefícios possíveis para a equipe dentro e fora dos campos.
Costumo dizer que um jogador só é caro para um clube quando ele não dá retorno. E é preciso saber dimensionar o retorno sobre vários aspectos: rendimento dentro de campo, imagem institucional agregada, potencial para contratos publicitários, aumento no número de torcedores a médio e longo prazo, venda de produtos licenciados, estimulo aos projetos de sócio-torcedor, incentivo para que outros profissionais sejam seduzidos a jogar na equipe, relacionamento com integrantes do clube (jogadores, comissão técnica, diretoria, torcedores), relacionamento com a imprensa. Enfim, é uma engenharia complexa para ser administrada, mas que, bem feita, trará um retorno fantástico para o clube gestor.
Levando-se todos os atributos em consideração, e tantos outros a adicionar, teremos um índice potencial elevado para rotular o valor de um ídolo. No processo gestor de um clube moderno, não cabe complacência e descaso com o acaso dos acontecimentos em torno da carreira de seus atletas. É fundamental planejar, ousar e atribuir metas e objetivos para que todos remem na mesma direção. Isto desde o atendimento na portaria do clube até a comemoração de um gol; porque nenhum associado ficará contente com um porteiro mal-humorado e nem um patrocinador com um jogador que, no momento mais sublime do futebol, tira a camisa e apaga a chance de aparição da marca patrocinadora. Tudo deve ser pensado metodicamente para que a engrenagem funcione com perfeição.
Se tudo estiver funcionando corretamente, então será mais fácil administrar e obter resultados. Estes passam a ser consequência do bom trabalho realizado, e atrelado a isso, aumenta-se a liquidez permanente e o valor de marca. Uma fórmula que vem dando certo no Barcelona e que pode ser expandido para outros clubes. E se tiver um ídolo em potencial para ajudar nessa missão, então o esforço coletivo será menor, desde que, haja sabedoria para cuidar da galinha dos ovos de ouro e não apenas cozinhá-la ao menor despertar de fome.

quarta-feira, 14 de março de 2012

A sociabilidade é o capital da internet


Adam Smith explicou como o capitalismo funcionava; Karl Marx explicou por que ele não funcionava. Agora está na hora de entender uma nova dinâmica de capital: a sociabilidade na internet.
Sem medo de errar, as redes sociais serão catalisadoras dos negócios nos próximos anos. Ou melhor, o relacionamento praticado nas redes sociais será fundamental.
Já não é de hoje que empresas, governos e demais instituições públicas e privadas estão de olho no que acontece dentro da internet. Cada vez mais cresce o número de navegadores, é maior o volume distributivo de banda larga, o número e a diversidade de máquinas de acesso, as possibilidades de comunicação por meio dessa galáxia tecnológica chamada internet.
É quase impossível transitar em qualquer parte do mundo sem ver alguém teclando, postando, fotografando, gravando, lendo notícias em seus smartphones, laptops, tablets e outros mecanismos de acesso. Existe uma necessidade psicossocial de que tudo deve estar na rede. Aconteceu, clique! Pronto, lá está no YouTube, no Facebook, no Twitter e em outras tantas plataformas.
Isto tudo gerou uma massificação de novos tipos de relacionamento entre as pessoas, entre as empresas, entre negócios e consumidores. Daí surge uma necessidade: é preciso entender, decifrar, esmiuçar tudo o que está acontecendo, a fim de criar estratégias pontuais para cada tipo de negócio.
E o bolo está crescendo. Até outro dia, discutia-se a entrada ou não das empresas no mundo das redes sociais; hoje já se discute os caminhos e práticas para as próximas décadas. Ou seja, se tiver alguém ainda pensando que poderá sobreviver fora das redes é bom economizar para o sepultamento, será inevitável.
Bill Gates já havia sugerido, em meados dos anos 90, a estrutura de base para análise de dados provenientes da internet, a chamada data mining (mineração de dados) como fonte de captação e entendimento acerca do que acontece nesse universo. Com esses elementos em mãos é possível entender o que pensa o consumidor, perceber as tendências, potencializar relacionamento, criar estratégias, enfim, estar mais próximo de boas práticas sociais.
O capital do nosso século já tem nome: relacionamento, ou se preferir, sociabilidade! Então é preciso colocar o bloco na rua, ou melhor, nas redes, e buscar todos os elementos disponíveis para fazer do presente o passaporte para o futuro. E o futuro é agora!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sua excelência a escola de samba


O nível de excelência de uma escola de samba é tão grande que a pontuação não se faz do zero até a nota máxima, parte-se da nota máxima em cada quesito, então, na análise do júri, a escola pode perder pontos por pequenos detalhes. Isto resulta num sentimento coletivo de pertencer a uma entidade maior, uma estrutura campeã, que abre suas portas para que cada um também seja grande – é o tal pertencimento.
São esses detalhes peculiares que fazem com que uma escola de samba obtenha êxito digno de dar inveja ao mundo corporativo. Todos os integrantes sabem exatamente quais são as metas e objetivo da agremiação; qual deve ser sua participação e como ela contribui para o resultado final; conhece a responsabilidade e sabe que a falta de comprometimento resulta no fracasso coletivo. Assim, todos cobram de todos e os resultados são acompanhados e mensurados pelos próprios integrantes, sem deixar de ter uma visão mais apurada dos líderes de cada ala (departamento).
Fortalecer o instinto motivacional dos membros de uma equipe faz parte da estratégia de conquistas e realizações. É preciso dar elementos factuais, revestido por análises pontuais, a fim de despertar o desejo individual e de grupo rumo à conquista proposta pelo planejamento. As pessoas devêm sentir-se como integrantes de algo maior; é o sentimento de pertencimento que faz com que uma empresa, time, associação ou qualquer outro tipo de representação tenha força e alcance seu objetivo.
Ter uma análise clara sob todos os aspectos que envolvem o nosso momento atual, além de ser esclarecedora para conhecermos os pontos fortes e fracos de nossa existência ou projeto, é também um momento de reflexão para identificarmos o potencial para alcançar o almejado objetivo. Ninguém vai chegar à lua tendo apenas um trampolim. A realidade determina o nosso ponto de partida, mas não diz aonde iremos chegar. É aí que entra a realidade desejada. É aí que o aspecto motivacional e de integração faz a diferença.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O poder da comunicação interior


Desde os primórdios o homem trava uma batalha pelo desenvolvimento da sociedade; a evolução é um ponto inatingível e perseguido constantemente. Contudo, o crescimento coletivo depende essencialmente do individual. Já estava escrito no portal do templo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo”. Uma maneira de elevar o potencial humano e conseguir a ascensão tão almejada.
Transacionando da filosofia para a psicanálise, tivemos na figura de Sigmund Freud, a luz sob uma nova base de discussão de temas relevantes para o entendimento do ser humano, com destaque para o desvendamento do inconsciente. Tal estudo reflete a percepção de que o homem pode mais se aprimorar o conhecimento sobre si mesmo, dominar suas emoções e controlar seus atos e instintos para as tarefas que possam resultar em melhorias para si e para seus pares.
Dizem que pessoas que conversam com elas mesmas são loucas, mas loucas devem ser aqueles que não estabelecem uma aliança diária com seu próprio eu; que afugentam suas verdades e não buscam o caminho da excelência todos os dias.
A comunicação intrapessoal é fundamental para quem busca o conhecimento de si mesmo, o aprimoramento de sua relação com o mundo, a supremacia e o controle sobre suas ações, desejos e destino. Elevar o conhecimento é uma forma de promover o próprio ser a um patamar de destaque todos os dias. O comodismo e a presunção de ter alcançado a plenitude é uma armadilha constante, e devemos saber lidar com tais artimanhas da vida.
O ser que conhece mais de si abre a porta para entender o seu semelhante, consegue fazer a troca de paradigmas com mais facilidade e se posicionar no lugar do outro, o que, definitivamente, é a chave para entender como pensam, o que sentem e o porquê de suas ações. Enfim, é o caminho para aprender a conviver em harmonia consigo e com todos.
Se nesse começo de ano, você quiser fazer um investimento certo e lucrativo para sua vida, empreenda no desbravamento do seu “eu”; vá fundo na pesquisa de descobrir o seu interior; mantenha-se longe dos preconceitos e sempre tenha aberta a possibilidade para o novo. Afinal, a comunicação ainda é a melhor maneira de obter bons resultados, o que só depende de você.

Por que devemos melhorar o marketing de serviços?

Todos nascem com algum tipo de habilidade que nos faz diferentes uns dos outros. Mesmo quando parecemos todos iguais, ainda assim somos d...